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Mesmo com crise, Brasil fechou 2008 com saldo de quase 2 milhões de empregos

Mesmo no auge da crise financeira internacional, em 2008, o Brasil alcançou a marca de 39,442 milhões de empregos formais, entre celetistas e estatutários, aumento de 1,834 milhões (4,88%) em relação a 2007, quando foram registrados 37,607 milhões de trabalhadores com vínculos formais no país.

Os números são da Relação Anual de Informações Sociais (Rais 2008), anunciados na manhã desta quinta-feira (6) pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi. "Em 2009 chegaremos à marca de 40 milhões de empregos formais no Brasil.Somente no governo Lula foram gerrados 10,7 milhões de empregos formais gerados no país. Tivemos o quarto melhor resultado em 20 anos", afirmou Lupi.

Do total de 1,834 milhão de empregos gerados, 1,698 milhão foram com carteira assinada (celetistas), e 135,9 mil  de vínculos empregatícios estatutários (servidores públicos). O crescimento do emprego contribuiu para o ganho real de 3,52% do rendimento médio dos trabalhadores formais, passando de R$ 1.443,77 em dezembro de 2007 para R$ 1.494,66 em dezembro de 2008.

Declararam a Rais 2008 7,143 milhões de estabelecimentos, sendo 3,085 milhões com empregados, e 4,058 milhões de estabelecimentos sem empregados contratados, representando um crescimento de 3,7% no total de estabelecimentos, em relação a 2007.

A Rais é o instrumento do Governo Federal utilizado para identificar os trabalhadores com direito ao recebimento do benefício do Abono Salarial. Em 2008 foram identificados 16,903 milhões de trabalhadores com direito ao benefício ante 15,561 milhões em 2007.

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usado pelo governo para fixar as metas de inflação, ficou em 0,24% em julho. O resultado é inferior ao registrado no mês de junho, quando a taxa havia sido de 0,36%.

Com o resultado de junho, o IPCA acumula no ano alta de 2,81%. A taxa, no entanto, é menor do que a observada no mesmo período do ano passado (4,19%).

Considerando os últimos 12 meses, o IPCA de julho (4,50%) também ficou abaixo dos 12 meses imediatamente anteriores, quando a taxa registrada foi de 4,80%. Em julho de 2008, o IPCA havia ficado em 0,53%.

Os dados foram divulgados hoje (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e revelam que o resultado foi influenciado principalmente pela queda de 0,06% nos preços dos alimentos. No mês anterior, eles haviam subido 0,70%. De acordo com o levantamento, o movimento foi gdisseminado, ocorrendo na maior parte das regiões metropolitanas pesquisadas: Salvador (-0,73%), Belém (-0,72%), Porto Alegre (-0,58%), Recife (-0,45%), Belo Horizonte (-0,38%), Rio de Janeiro (-0,29%) e Fortaleza (-0,19%)".

O IPCA considera os gastos de famílias com rendimento mensal de um a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas de Porto Alegre, Belém, Curitiba, do Rio de Janeiro, de São Paulo, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife e Salvador, além de Brasília e do município de Goiânia. Para o cálculo do índice, os preços foram coletados entre 30 de junho e 28 de julho e comparados com os preços vigentes de 30 de maio a 29 de junho.

Segundo a economista Eulina Nunes, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou nesta sexta-feira (7) o IPCA, esse movimento deve-se aos bons resultados na safra agrícola e à redução do nível das exportações por causa da crise mundial, o que aumentou a oferta interna de produtos alimentícios.

De acordo com Eulina, o resultado de julho representa uma boa notícia para o consumidor. gA redução do IPCA de um mês para o outro foi muito significativa e puxada principalmente pelos alimentos, que têm grande peso na formação do índice. Esse grupo vinha subindo, especialmente por conta do leite pasteurizado, mas, com o final da entressafra e uma certa limitação de repasse ainda maior de preços, o produto continuou aumentando em junho, embora com menos intensidade, e os alimentos praticamente se estabilizaram no mês. Sem dúvida, uma boa notícia.h

IPCA cai e fecha o mês de julho com taxa de 0,24%, aponta IBGE